A

Abdução, fem. Movimento dos membros superiores ou inferiores para fora da linha média do corpo. Ver Adução.

Abertura da bainha tendinosa, fem. Incisão da estrutura que envolve um tendão. Ver Bainha tendinosa.

Ablação, fem. Retirada cirúrgica de algum tecido, células, órgão, membro ou parte dele. Ver Captação; Transplante.

Adução, fem. Movimento de um membro em direção ao centro do corpo. Ver Abdução.

Alongamento de tendão, masc. Procedimento em que se divide o tendão em “z”, suturando-o logo em seguida a m de aumentar o seu comprimento. Ver Tenorrafia.

Anquilose, fem. Resultado positivo de uma artrodese. Nota: entende-se por resultado positivo a perda completa da mobilidade articular por meio de um procedimento cirúrgico. Ver Artrodese.

Aparelho gessado, masc. Medida terapêutica com aplicação de atadura gessada, envolvendo determinada região do corpo, proporcionando tração fixa e impedindo o deslocamento das partes afetadas. Ver Atadura gessada.

Arco costal, masc. Estrutura cartilaginosa que une as costelas inferiores. Armazenamento, masc. Acondicionamento de tecido ou células para uso futuro.

Arreflexia, fem. Ausência de reflexo.

Articulação acromioclavicular, fem. Junção entre a clavícula e o acrômio (parte da escápula).

Articulação escapuloumeral, fem. Junção entre a escápula e o úmero. Articulação esternoclavicular, fem. Consolidação entre o esterno e a clavícula.

Articulação tibiofibular distal, fem. Junção entre a fíbula e a tíbia: é a extremidade distal da tíbia, localizando-se acima do tornozelo. Ver Articulação.

Articulação tibiofibular proximal, fem. Junção entre a fíbula e a tíbia, próxima ao joelho. Ver Articulação.

Articulação, fem. Junção entre dois ou mais ossos, permitindo-se movimento entre eles.

Artrodese, fem. Procedimento cirúrgico que tem o objetivo de eliminar a mobilidade de uma articulação. Ver Anquilose.

Artroplastia, fem. Procedimento cirúrgico que visa a substituir parcial ou totalmente uma articulação, com a finalidade de restaurar sua mobilidade. Nota: para facilitar o procedimento, são usadas, nessas cirurgias, próteses, tais como substitutos metálicos ou de polietileno.

Artroscopia, fem. Exploração visual de uma articulação por meio de um artroscópio introduzido no interior da articulação.

Atadura gessada, fem. Faixa de crinolina impregnada de gesso, disposta em rolos, que é mergulhada em água, aplicada aberta e molhada sobre um membro e que ca endurecida após secar. Nota: o local do corpo que receber a atadura gessada estará protegido por atadura de crepom, algodão ortopédico e malha tubular. Ver Aparelho gessado.

Atlas, masc. Primeira vértebra cervical.

Áxis, fem. Segunda vértebra cervical.

Axonotmese, fem. Lesão nervosa com comprometimento de axônio, sem que haja descontinuidade do epineuro.

 

B

Bacia, fem. Estrutura óssea formada pelos ilíacos e o sacro.

Bainha tendinosa, fem. Tecido que envolve um tendão. Ver Abertura da bainha tendinosa.

Bioburden, masc. Número de organismos contaminantes encontrado em determinado material previamente ao procedimento de esterilização.

Biópsia, fem. Retirada de um fragmento de tecido, de qualquer zona do organismo que é analisado ao microscópio, a m de se obter um diagnóstico histológico.

Bloqueio articular, masc. Interrupção que ocorre em uma determinada fase do movimento articular.

Bursite do olécrano, fem. Inflamação na parte posterior do cotovelo, envolvendo uma bolsa serosa.

 

C

Calosidade plantar, fem. Sin. Hiperqueratose plantar. Afecção cutânea na planta do pé caracterizada por endurecimento e espessamento da pele. Nota: normalmente é conhecida como calo ou calosidade e sua origem está relacionada à zona de pressão.

Capsulectomia, fem. Remoção da cápsula articular.

Captação, fem. Conjunto de procedimentos com vistas à ablação de tecidos/células de doador vivo ou de doador cadáver para transplante. Ver Ablação; Transplante.

Captador, masc. Pessoa que realiza o ato de coleta do tecido ou células para transplante. Ver Médico captador.

Cartilagem de crescimento, fem. Zona cartilaginosa existente nas extremidades distal e proximal do osso longo, que permite o crescimento do osso.

Check-list, masc. Verificação final de todos os procedimentos desempenhados pelo Banco de Tecidos. Nota: nesse processo são verificados captação, transporte, processamento, armazenamento e distribuição para certificação de que todas as etapas foram cumpridas a contento e que o tecido é viável ou não para transplante.

Choque medular, masc. Paralisação brusca do sistema nervoso com ausência completa de atividade sensitiva e motora abaixo do nível lesional. Nota: no estágio inicial não se consegue definir o prognóstico.

Claudicação, fem. Ato de caminhar com inclinação assimétrica do corpo. Nota: em decorrência de alguma patologia, ocorrem tempos de apoio diferentes para cada pé.

Clavícula, fem. Osso localizado entre a escápula e o esterno.

Compressão nervosa, fem. Ação pela qual o nervo é comprimido por qualquer estrutura.

Consentimento informado, masc. Procedimento em que as informações relacionadas ao processo de doação são apresentadas ao doador, a familiares ou afins. Nota: nesse procedimento, as informações relacionadas ao processo de aprovação específica para doação são documentadas.

Consolidação, fem. Ação correspondente à cicatrização no osso. Ver Consolidação viciosa; Retardo de consolidação; Pseudo-artrose.

Consolidação viciosa, fem. Ação correspondente ao endurecimento ósseo que se processa com deformidade entre os fragmentos. Ver Consolidação; Retardo de consolidação; Pseudo-artrose.

Contaminação cruzada, fem. Transferência de agente infeccioso de um tecido para outro ou de um doador para outro. Ver Esterilização terminal; Validação.

Costela, fem. Ossos encontrados na parede torácica.

Cotovelo de tenista, masc. Inflamação localizada na parte posterior do cotovelo.

Crepitação articular, fem. Sensação tátil e às vezes audível de uma articulação.

Criobiologia, fem. Estudo da vida à baixa temperatura ou de congelação. Ver Criopreservação; Crioprotetor.

Criopreservação, fem. Preservação por congelação de tecido com a adição ou em solução contendo agente crioprotetor, como glicerol ou dimetilsufóxido (DMSO). Ver Criobiologia; Crioprotetor; Liolização; Sublimação; Ultracongelação.

Crioprotetor, masc. Aditivo que tem como objetivo minimizar o desequilíbrio osmótico que ocorre no processo de congelamento e, dessa forma, diminuir o dano celular. Ver Criobiologia; Criopreservação.

 

 

D

Dedo em martelo, masc. Processo em que a falange distal não consegue elevar-se ativamente, cando dobrada a ponta do dedo.

Dedos do pé, masc. pl. Hálux com duas falanges e 2o, 3o, 4o e 5o dedos, geralmente com três falanges cada um.

Descarte, masc. Relativo ao procedimento final dado a tecido não liberado para transplante ou pesquisa.

Desinfecção, fem. Processo de redução no número viável de microrganismos, mas não de todas as formas celulares viáveis, tais como esporos ou vírus. Ver Sala limpa.

Deslocamento epifisário, masc. Processo em que ocorre a fratura ao nível da cartilagem de crescimento.

Desvio radial, masc. Movimento da mão em direção ao rádio.

Desvio ulnar, masc. Movimento da mão em direção à ulna.

Disco intervertebral, masc. Estrutura formada por uma parte central denominada núcleo central e uma parte periférica denominada anel fibroso.

Doador cadáver, masc. Indivíduo que autoriza o uso post mortem de seus tecidos ou células para serem utilizados por outra pessoa. Nota: doador em parada cardiorrespiratória ou em morte encenfálica. Ver Doador vivo.

Doador vivo, masc. Indivíduo que, mediante autorização, doa em vida tecidos ou células. Ver Doador cadáver.

Dorsiflexão, fem. Movimento que flete ou curva o dorso da mão em direção ao corpo ou do pé em direção à perna.

 

E

Embalagem tripla, fem. Embalagens plásticas estéreis de tamanhos diferentes utilizadas para acondicionar o tecido captado ou processado.

Enxertia óssea, fem. Implantação de fragmentos ou parte de ossos em um local onde exista fratura ou falta de continuidade óssea por alguma razão. Ver Enxerto ósseo.

Enxerto autólogo, masc. Tecido ou células retiradas de um indivíduo e transplantadas para outra parte do corpo desse mesmo indivíduo. Ver Ablação; Captação; Transplante.

Enxerto heterólogo, masc. Tecido ou células retiradas de um indivíduo e transplantadas para outro indivíduo de espécie diferente. Ver Ablação; Captação; Transplante.

Enxerto homólogo, masc. Tecido ou células retiradas de um indivíduo e transplantadas para outro indivíduo da mesma espécie. Ver Ablação; Captação; Transplante.

Enxerto ósseo, masc. Fragmento de osso que é retirado de uma parte para ser depositado em outra área do esqueleto. Ver Enxertia óssea.

Enxerto osteocondral, masc. Tecido composto por superfície articular e osso subcondral utilizado para transplante. Ver Ablação; Captação; Transplante.

Equimose, fem. Hemorragia superficial da pele. Ver Hematoma; Traumatismo.

Escoriação, fem. Lesão superficial causada por arranhadura da pele. Ver Traumatismo.

Esqueletização, fem. Processo de retirada de tecidos moles aderidos ao osso.

Esterilização terminal, fem. Etapa final do processamento em que tecido ou células são esterilizados por irradiação ou por outro processo validado de esterilização. Ver Contaminação cruzada; Validação.

Etiqueta, fem. Qualquer material, escrito ou impresso, fixado em embalagens, envelopes e contêineres, que apresenta informações sobre o que está ali contido.

Eversão, fem. Movimento que consiste em girar o pé para fora.

Extensão, fem. 1 – Alinhamento de uma articulação e de seus segmentos. 2 – Movimento de retorno da flexão em que o ângulo da articulação é aumentado. Ver Flexão.

Extremidade distal da tíbia, fem. Ponto de contato com o pé através do tálus.

 

F

Faixa de Esmarch, fem. Faixa de borracha ainda usada com freqüência para promover a isquemia do membro a ser operado.

Flexão, fem. Curvatura de uma articulação de modo a diminuir seu ângulo. Ver Extensão.

Flexão palmar, fem. Movimento que flete ou curva a mão em direção à palma. Ver Flexão.

Flexão plantar, fem. Movimento que flete ou curva o pé em direção à planta do pé. Ver Flexão.

Fluxo laminar, masc. Padrão de fluxo de ar que se movimenta em sentido unidirecional, numa velocidade constante.

Fratura, fem. Ruptura parcial ou completa de um osso. Notas: i) Na fratura ocorre uma perda de continuidade. ii) Quando ela se dá de forma completa, estabelece-se um ponto de mobilidade onde ele não deveria existir. Ver Fratura/luxação; Luxação; Hematoma; Osteoclasia; Torção; Traumatismo.

Fratura de stress, fem. Ruptura de osso ou cartilagem decorrente de movimentos repetidos, estereotipada na fratura de stress como um traço tênue na substância óssea, não havendo separação dos fragmentos fraturados. Ver Fratura.

Fratura em galho verde, fem. Ruptura em apenas um lado do osso ou cartilagem, na qual a outra face permanece envergada sem que haja separação dos fragmentos. Ver Fratura.

Fratura osteocondral, fem. Ruptura de osso ou cartilagem que inclui a superfície articular cartilaginosa e o osso subcondral. Ver Fratura.

Fratura patológica, fem. Ruptura que ocorre num sítio do osso já debilitado por outra patologia. Nota: entende-se por patologia as infecções, os tumores ou outras lesões. Ver Fratura.

Fratura por arrancamento, fem. Ruptura que ocorre quando um fragmento ósseo é arrancado por um tendão ou ligamento. Ver Fratura.

Fratura / luxação, fem. Lesão que envolve as extremidades articulares. Nota: exemplo: zona de cartilagem hialina, área que nos animais pode-se constatar um aspecto muito branco e liso. Ver Fratura; Hemartrose; Luxação; Torção; Traumatismo.

 

H

Hemartrose, fem. Derrame sangüíneo que ocorre dentro de uma articulação. Ver Fratura/luxação; Luxação.

Hematoma, masc. Acúmulo de sangue que se forma debaixo da pele após um traumatismo. Ver Equimose; Traumatismo.

Hiperextensão, fem. Extensão além da amplitude normal.

Hiperqueratose plantar, fem. Ver sin. Calosidade plantar.

Hiporreflexia, fem. Diminuição do reflexo.

 

I

Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, masc. Sin. Into. Unidade de referência nacional na especialidade de traumatologia e ortopedia – instância técnica e executiva do Ministério da Saúde – que realiza procedimentos cirúrgicos, compartilha conhecimento, aperfeiçoa profissionais e promove desenvolvimento tecnológico. Nota: a missão do Into é promover ações multiprofissionais visando à qualidade em traumatologia e ortopedia e reabilitação, com ênfase na realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos de alta complexidade, no estabelecimento de normas e padrões técnicos de excelência e na formação de recursos humanos.

Into, masc. ⇒ Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Inversão, fem. Movimento que consiste em girar a planta do pé para dentro (em direção à linha média).

 

J

Joelho, masc. Articulação entre a parte distal do fêmur e a proximal da tíbia.

Junta, fem. Ver sin. Articulação.

 

 

L

Ligamento, masc. Estrutura constituída de tecido conjuntivo, sendo responsável pela estabilidade estática de uma circulação.

Ligamentoplastia, fem. Reconstrução do ligamento.

Liofilização, fem. Processo físico em que ocorre remoção da água por meio da sublimação do produto congelado. Ver Criopreservação; Sublimação; Ultracongelação.

Lote, masc. É a identificação de um doador por meio de um registro alfanumérico. Nota: também pode se referir a registro de insumos.

Luxação, fem. Deslocamento anormal, em decorrência de traumatismo, em que deixa de haver um perfeito ajuste entre as extremidades que constituem a articulação. Ver Fratura; Fratura/luxação; Hemartrose; Hematoma; Torção; Traumatismo.

Luxação do ombro, fem. Deslocamento em que ocorre perda do contato entre a cabeça umeral e a glenóide (escápula).

Luxação escapuloumeral, fem. Deslocamento de duas superfícies articulares que ocorre pela perda da relação normal entre a escápula (glenóide) e a cabeça umeral.

 

M

Manguito pneumático, masc. Aparelho de aferição de pressão arterial sistêmica usado nas extremidades das articulações para promover isquemia de membros superiores e inferiores que serão submetidos a cirurgia.

Manguito rotador, masc. Conjunto de tendões que elevam o membro superior.

Manual de Procedimentos Operacionais Padrões, masc. Sin. MPOP. Grupo de procedimentos operacionais padrões (POP) detalhando as políticas específicas de banco de tecidos e as rotinas desempenhadas pelos funcionários do banco.

Médico captador, masc. Profissional graduado em Medicina que atua na captação de órgãos ou tecidos a serem transplantados. Nota: para essa atividade, o profissional precisa ser cadastrado no Sistema Nacional de Transplantes.

Médico processador, masc. Profissional graduado em Medicina que atua no processamento de órgãos ou tecidos a serem transplantados. Nota: para essa atividade, o profissional precisa ser cadastrado no Sistema Nacional de Transplantes.

Médico transplantador, masc. Profissional graduado em Medicina que atua na cirurgia de transplante de órgãos ou tecidos. Nota: para essa atividade, o profissional precisa ser cadastrado no Sistema Nacional de Transplantes.

Mediopé, masc. Parte média do pé.

Metatarsos, masc. pl. Ossos alongados na parte anterior do pé, juntamente com as falanges.

Mobilização em bloco, fem. 1 – Lateralização do paciente para um dos lados (direito ou esquerdo) sem deixar torcer o corpo. Nota: A lateralização deve ser feita para o lado oposto ao lado que foi submetido à cirurgia. 2 – Giro da cabeça, ombros, tronco, quadril, pernas e pés, todos juntos.

Moeda, fem. Enxerto ósseo cortiço-esponjoso em forma de moeda após processamento.

MPOP, masc. ⇒ Manual de Procedimentos Operacionais Padrões.

Muleta canadense, fem. Aparelho de madeira ou metal sem apoio axilar que possui apenas dispositivos para a mão e a extremidade proximal do antebraço. Ver Órtese.

Muleta com apoio axilar, fem. Aparelho de apoio composto de uma estrutura vertical rígida que se encaixa debaixo da axila. Nota: por meio de compressão do plexo braquial, o apoio axilar pode produzir paralisias. Ver Órtese.

 

N

Não-conformidade, fem. Evento indesejável fora dos protocolos operacionais que pode afetar negativamente a qualidade do tecido ou da célula a ser transplantada.

Neurólise, fem. Liberação de um nervo comprimido por aderências.

Neuropraxia, fem. Lesão nervosa sem descontinuidade da fibra nervosa.

Neurorrafia, fem. Sutura de um nervo.

Neurotmese, fem. Lesão do nervo em que ocorre secção com separação das fibras nervosas.

Neurotomia, fem. Retirada parcial ou total do nervo.

 

O

Oposição, fem. Toque do polegar em cada extremidade do dedo da mesma mão.

Órtese, fem. Dispositivo que favorece o posicionamento mais adequado do aparelho locomotor. Ver Prótese.

Osteoclasia, fem. Procedimento que visa a restaurar o alinhamento de um osso, valendo-se de força manual. Ver Fratura.

Osteossíntese, fem. Procedimento cirúrgico que visa a restaurar a continuidade anatômica dos ossos. Nota: para tal procedimento podem ser usados pinos metálicos, parafusos, placas e outros dispositivos metálicos.

Osteotaxia, fem. Estabilização óssea por meio da colocação de fixador externo.

 

P

Panarício, masc. Infecção na extremidade do dedo ao redor da unha.

Paralisia, fem. Perda completa da função muscular. Ver Paraplegia; Quadriparesia.

Paraplegia, fem. Déficit neurológico de membros inferiores. Ver Paralisia; Quadriparesia.

Processamento, masc. Ato de preparação de tecido ou célula para transplante.

Produto, masc. Tecidos ou células individualizados por embalagens, originados de um determinado lote.

Pronação, fem. Movimento de rotação da palma da mão para baixo ou rotação do pé para fora e para baixo.

Prótese, fem. Objeto que substitui um segmento de membro amputado - ou total ou parcialmente, uma articulação. Nota: prótese pode ser também um segmento metálico, como, por exemplo, uma metálica do fêmur. Ver Órtese.

Pseudo-artrose, fem. Ausência de consolidação de uma fratura. Nota: em lugar do tecido ósseo, forma-se um tecido conjuntivo, unindo os fragmentos fraturados e permitindo mobilidade anormal entre eles. Ver Consolidação; Consolidação viciosa; Retardo de consolidação.

Punho, masc. Junção entre as extremidades distais da ulna e o rádio com ossos do carpo. Nota: também denominado leira proximal dos ossos do carpo.

 

Q

Quadril, masc. Junção entre o ilíaco e a cabeça femoral.

Quadriparesia, fem. Paralisia parcial ou diminuição da motricidade dos quatro membros do paciente. Ver Paralisia; Paraplegia.

Questionário de triagem epidemiológica, masc. Conjunto de perguntas feitas a um doador vivo ou a um familiar que visa a identificar contra-indicações à doação.

 

R

Régua, fem. Enxerto ósseo de segmento diafisário, cortado longitudinalmente após processamento.

Retardo de consolidação, masc. Formação tardia do calo ósseo após uma fratura. Ver Consolidação; Consolidação viciosa; Pseudo-artrose.

Retração mandibular, fem. Movimento em que a mandíbula é tracionada para trás.

Rotação, fem. Movimento giratório de uma parte em torno de seu eixo.

Rotação externa, fem. Movimento giratório para fora, para longe do centro. Ver Rotação.

Rotação interna, fem. Movimento giratório para dentro, em direção ao centro. Ver Rotação.

Ruptura tendinosa, fem. Lesão provocada por traumatismo violento em que há o rompimento de tendões. Nota: os tendões de pessoas idosas, com certo grau de degeneração, podem romper-se com um traumatismo mínimo.

 

S

Sala ISO classe 2, fem. Sala com 100 micropartículas por pé cúbico de ar.

Sala ISO classe 3, fem. Sala com 1.000 micropartículas por pé cúbico de ar.

Sala ISO classe 4, fem. Sala com 10.000 micropartículas por pé cúbico de ar.

Sala limpa, fem. Ambiente que contém sistema de manutenção da qualidade do ar interior, apresentando os níveis de contaminantes e particulados dentro dos limites estabelecidos por norma para atividade exercida. Ver Desinfecção.

Sebat, masc. ⇒ Serviço de Banco de Tecidos.

Selagem, fem. Processo de vedação de embalagem plástica.

Serviço de Banco de Tecidos, masc. Sin. Sebat. Órgão do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia responsável pela produção e pelo processamento dos tecidos musculoesqueléticos para transplantes, pelo Sistema Único de Saúde.

Sinovectomia, fem. Remoção da membrana sinovial. 42

Sistema Nacional de Transplantes, masc. Sin. SNT. Sistema público de transplantes que desenvolve o processo de captação e distribuição de tecidos, órgãos e partes retiradas do corpo humano para finalidades terapêuticas (transplantes e tratamento). Notas: i) O Sistema Nacional de Transplantes tem como âmbito de intervenção as atividades de conhecimento de morte encefálica verificada em qualquer ponto do território nacional, a determinação do destino dos tecidos, órgãos e partes retirados e o gerenciamento da lista única nacional de receptores, com todas as indicações necessárias à busca, em todo o território nacional, de tecidos, órgãos e partes compatíveis com as suas condições orgânicas. ii) Integram o Sistema Nacional de Transplantes: 1) o Ministério da Saúde; 2) as Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal ou órgãos equivalentes; 3) as Secretarias de Saúde dos Municípios ou órgãos equivalentes; 4) os estabelecimentos hospitalares autorizados; 5) a rede de serviços auxiliares necessários à realização de transplantes.

SNT, masc. ⇒ Sistema Nacional de Transplantes.

Soroteca, fem. Conjunto de amostras identificadas de soro dos doadores armazenadas em congelador. Nota: essas amostras devem ser mantidas por, no mínimo, dois anos.

Sublimação, fem. Processo em que a água de um produto congelado é convertida diretamente em vapor sem passar pelo estado líquido. Ver Criopreservação; Liofilização; Ultracongelação.

Supinação, fem. Movimento da palma da mão para cima ou movimento do pé para dentro e para cima.

Sutura, fem. Ato de unir, com auxílio de fios, segmentos tendinosos que estão separados, a fim de reconstruir um tendão.


 

T

Tarso, masc. Segmento que engloba os ossos posteriores do pé.

Tecido, masc. Grupo funcional de células.

Técnico captador, masc. Técnico de enfermagem que atua durante a captação de órgãos ou tecidos para transplante. Ver Médico captador.

Técnico processador, masc. Técnico de enfermagem que atua no processamento de órgãos ou tecidos para transplante. Ver Médico processador.

Tendão, masc. Tecido fibroso esbranquiçado pelo qual um músculo se prende ao osso.

Tenólise, fem. Liberação de um tendão bloqueado por aderências.

Tenoplastia, fem. Operação plástica de um tendão.

Tenorrafia, fem. Procedimento em que se suturam as extremidades de um tendão segmentado para lhe restaurar a continuidade. Ver Ruptura tendinosa.

Tenotomia, fem. Ato de seccionar um tendão.

Tipóia, fem. Tira de tecido, atadura ou similar, geralmente presa ao redor do pescoço, para apoiar ombro, braço ou mão.

Torção, fem. Lesão provocada por um movimento maior do que aquele necessário para mover uma articulação dentro dos limites fisiológicos. Nota: a lesão mais comum é a torção do tornozelo, conhecida vulgarmente por entorse do tornozelo. Ver Fratura; Fratura/luxação; Luxação; Traumatismo.

Tornozelo, masc. Articulação entre o tálus e os maléolos, tibial e fibular, e a extremidade distal da tíbia.

Tração, fem. Força aplicada a uma extremidade ou a outra parte do corpo, manualmente ou por intermédio de meios mecânicos. Nota: a tração pode ser manual, cutânea ou transesquelética.

Tração cutânea, fem. Aplicação de uma força de maneira indireta sobre o osso, aplicada à pele por meio de adesivos. Ver Tração.

Tração manual, fem. Força de tração aplicada às partes do corpo pelas mãos (utilização de manobras). Ver Tração.

Tração transesquelética, fem. Ação de tracionar diretamente um osso por meio de pinos metálicos (pino de Steinmann ou o de Kirschner). Notas: i) Um membro inferior é tracionado com auxílio de estribo apropriado e de um pino de Steinmann fixado no fêmur ou na tíbia. ii) Essa aplicação é feita de forma asséptica e é executada exclusivamente por um médico. Ver Tração.

Transferência tendinosa, fem. Ato pelo qual se transfere o trajeto de um tendão, objetivando restaurar ou melhorar a função de um membro.

Transplante, masc. Transferência de tecidos ou células de um segmento para outro em um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro. Ver Ablação; Captação.

Trauma raquimedular, masc. Lesão que envolve a coluna vertebral e a medula espinhal.

Traumatismo, masc. Lesão produzida por violência exterior, contundente e direta, sobre a superfície corporal. Ver Equimose; Escoriação; Fratura; Fratura/luxação; Luxação; Hematoma; Torção.

Triângulo abdutor, masc. Coxim em forma de triângulo, confeccionado em material rígido, que deve ser posicionado entre os membros inferiores do paciente, mantendo-os em abdução constante. Nota: é usado em paciente em pós-operatório imediato de artroplástica de quadril e evita que haja adução dos membros inferiores, para que não ocorra luxação da prótese.

 

U

Ultracongelação, fem. Processo de congelação que ultrapassa a zona de cristalização máxima, mantendo o tecido a temperaturas iguais ou inferiores a -18oC. Ver Criopreservação; Liofilização; Sublimação.

Ultracongelador de chegada, masc. Congelador que armazena o material coletado antes do processamento.

Ultracongelador de irradiação e pesquisa, masc. Congelador que armazena material já processado, porém descartado para transplantes por estar contaminado, aguardando irradiação ou utilização em pesquisa.

Ultracongelador de quarentena, masc. Congelador que armazena material já processado que aguarda resultados de exames para liberação do uso.

Ultracongelador liberado, masc. Congelador que armazena o material apto para transplante.

 

V

Valgo, masc. Desvio lateral anormal da extremidade, distalmente à articulação ou ponto de referência no plano frontal. Ver Varo.

Validação, fem. Documentação de evidências que atesta com alto grau de segurança que um processo específico irá constantemente produzir um resultado pré-determinado. Ver Contaminação cruzada; Esterilização terminal.

Varo, masc. Desvio medial anormal da extremidade, distalmente à articulação ou ponto de referência no plano frontal. Ver Valgo.

 

 

 

Fonte: Glossário traumatologia e ortopedia, MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria-Executiva Secretaria de Atenção à Saúde - 2008